Quem és tu que te aproximas à velocidade da luz? Pára.
Não te consigo ver, tens uma nuvem à tua volta, essa nuvem está-te a matar. O fumo invade os teus alvéolos contaminando o teu corpo todo. Cada vez estás mais submerso nessa nuvem que te invade. Não faças isso, não deixes que esse cigarro te mate, não lhe dês esse gosto.
Seguiste o meu conselho, ainda bem, é a primeira vez que me ouves e fazes o que eu te peço. Agora já podemos passear juntos de mãos dadas sem que o teu cheiro me incomode. Há tantas pessoas nas ruas que mal te vejo. A imagem torna-se cada vez mais nítida quando te aproximas de mim a correr, mas de repente deixo de te ver. Passo a ver um corpo inanimado no chão com uma mancha de sangue enorme ao lado. Corro desesperada na tua direção, quando chego à tua beira ofereces-me o teu último olhar e morres. É irónico, no final não foi o cigarro que te matou fui eu. Por favor fuma à vontade.
